Oratória Moderma

Ao longo dos tempos, a comunicação evoluiu paralelamente com a evolução do homem, desde os primórdios da sua existência, até aos dias de hoje. As primeiras formas humanas eram quase isentas de um meio de comunicação, limitavam-se a imitar os sons que a natureza lhes transmitia, ouviam os sons dos animais (predadores e presas), o som da chuva, dos trovões e etc.).

Com a evolução deste, a forma de comunicar também evoluiu. A Humanidade teve a necessidade de se exprimir nas mais diversas formas (visual, gestual e verbal, apesar desta ultima, ser de uma forma muito rudimentar), começou a pintar cenários do seu quotidiano como pinturas de caça, começou a imitar os animais para possibilitar a distinção entre eles, começou a criar algumas palavras.

Isso tudo porque a oratória moderna teve de se adaptar à novas realidades tornar-se mais democrática. Hoje, um orador deve levar em conta não só o que ele tem a dizer, mas quem é o público a quem o discurso é direcionado.

A regra de ouro é: quem é o meu público, qual o nível de conhecimento que essas pessoas tem a respeito da matéria, para que não se caia as profundezas de um tema diante de um público leigo e de igual forma não de aborde um assunto de forma superficial diante de especialistas.

Converse mais, discurse menos

Um dos maiores, senão o maior erro que a maioria das pessoas cometem é querer dar discurso, ou seja, confundem falar bem em público com discurso. O discurso faz parte da oratória mas é tão somente uma parte dela, na realidade uma pequena parte.

O discurso está muito presente em duas situações. 1) Na comunicação dos políticos e dos pastores de igreja. Esses discursos são pela sua natureza conduzidos pela emoção e com o intuito de gerar ação ou reflexão.

Lembramos de que se trata de apenas 20% ou seja 80% da comunicação não ocorre desta forma, daí porque muitas pessoas erram. Querem ia a frente e proferir discurso , quando na realidade deve utilizar a regra, qual seja, CONVERSAR MAIS. Não queira incorporar personagens, mudar a sua voz ou se passar por quem você não é. Estatísticas demonstram que não se consegue sustentar personagens por muito tempo e a tendência é que tudo desabe.

A grande dica é converse naturalmente com o seu público como se fosse uma conversa informal, exatamente da mesma forma que você faz quando recebe alguém em sua casa. Você já deve ter percebido que não existe dificuldade em falar quando você conversa normalmente, seja em um bar, seja em sua casa ou recinto de trabalho. A dificuldade aparece quando se trata de público numeroso e desconhecido, tema que será tratado oportunamente quando abordamos o “efeito holofote”. A dica é converse mais e discurse menos e sempre que possível, principalmente em abordagens de vendas e produtos escute mais e fale menos .

Você já deve ter percebido que as pessoas são coisas para falar do seu “eu” das suas conquistas, dos seus méritos, do que elas gostam ou de quando elas são importantes. As pessoas são vaidosas e isso não é novidade alguma. Devemos tomar proveito disso e escutá-las e diagnosticar mediante uma “leitura fria” o que move ou locomove aquela pessoa. Rapidamente você vai sentir se ela é movida por dinheiro, por amor ou compaixão, religião ou outros fatores e ainda poderá fazer um paralelo com pessoas ou coisas que ela conheça que a vocês são comum.

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