Medo de falar em público

O medo é um sentimento inerente ao ser humano, é um mecanismo de defesa natural e saudável. Apenas o medo como neurose, problema ou excesso que merece atenção. Mas, afinal, o que é e para que serve o medo que todos sentimos, de uma Forma ou de outra? O medo é um alerta vermelho que seu corpo recebe em situações de risco. Ao primeiro sinal de perigo, seu corpo prepara as armas e defesas, e manda sinais para os seus órgãos.Nós sentimos o alerta quando nosso coração dispara, em seguida ocorre um aumento de energia e um estômago revirado. Em certas circunstâncias esse medo por ser até prazeroso. A ciência a muita tempo busca entender essa reação que de certa forma também é responsável por nos mantermos vivos num mundo imprevisível e cheio de armadilhas como o que vivemos.

O  medo é uma resposta imediata que faz com que você evite, lute ou fuja de um perigo e sentimento ou emoção não é apenas dos seres humanos já que o medo também faz parte do mundo animal. O medo de regra de regra não espera você registrar o que está acontecendo de forma consciente já que a informação vai primeiro vai para as amígdalas a qual é responsável pelas nossas emoções. A amígdala associa certos sons, cheiros e visões com perigo. Se recebemos uma informação que se encaixa no perfil de um desses perigos ela instrui seu hipotálamo a desencadear a reação de lutar ou fugir para preparar seu corpo para lidar com a ameaça. Do ponto de vista científico já se chegou a conclusão de que o hipotálamo inunda seu corpo com hormônios que energizam você para a ação e desliga todos os sistemas não considerados essenciais, neste ínterim o seu cérebro racional estão considerando as informações disponíveis e experiências passadas para determinar o que realmente está acontecendo para decidir qual ação deve ser tomada.

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Algumas das sensações que sentimos são: boca seca já que o sistema nervoso interrompe a produção de saliva e de enzimas digestiva que neste momento são consideradas desnecessárias; alteração na visão com a dilatação das pupilas para trazer o máximo de informação visual; dilatação dos brônquios para maximizar o consumo de oxigênio daí porque respiramos de forma mais profunda; contração e dilatação dos vasos sanguíneos devido ao fluxo sanguíneo sendo que os vasos sanguíneos das extremidades da pele se contraem, conservando sangue, daí surge o arrepio; o fígado converte glicogênio em glicose e por seu turno o transforma em adrenalina e noradrenalina, que aceleram certas partes do corpo e desaceleram outras deixando energia disponível para os principais músculos e órgãos; suamos porque o suor é o nosso condicionador de ar e tem por função resfriar o corpo quando este se aquece, quando sentimos medo nosso sistema dispara o sistema de refrigeração em antecipação ao esforço físico daí pode desencadear o tremor que tem a função de gerar calor e aquecer os músculos;no rosto a boca fica retraída, as sobrancelhas levantadas e olhos arregalados; o grito que as vezes ocorre tem a função de pedido de socorro ou para amedrontar a ameaça.

Trata-se, pois, de uma de comunicação universal. Estas expressões tem, inclusive, o poder de gerar um contágio de mobilização emocional e mobilizar grupos inteiros. Há relatos de que pessoas neste estado realizam feitos incríveis, desafiando inclusive a ciência, de outro lado quando se percebe que se tratava de um alarme falso o hipocampo cancela o alerta e você relaxa, ou seja, é melhor soar o alarme por um falso positivo do que perder a vida por um falso negativo. Já se sabe também que o sistema nervoso autônomo controla diversas operações que seu corpo realiza sem o pensamento consciente, incluindo a respiração e digestão. É o sistema nervoso simpático o responsável pelo conjunto de reações físicas pelas quais você passa quando está com medo. As respostas variam de acordo com sua experiência pessoal podendo ir do congelamento à ação, da fuga ao desfalecimento. Notou-se que a primeira resposta instintiva diante de um predador é o congelamento na esperança de que ele passe por você, a segunda é a fuga da cena, somente quando o ataque é iminente o corpo parte para a luta e por final o desfalecimento pode levar o atacante a liberar a pressa no sentido de dever cumprido.

Na vida nos deparamos com outros tipos de medo que não apenas a agressão a integridade corporal a isso se denomina de medo social que está ligado à rejeição, ao temor de não ser escutado, ao receio de não ser aceito ou amado. É importante frisar que este medo pode ser imaginário decorrente de experiências não bem sucedidas no passado, de falta de confiança ou falta de preparo. A pessoa começa a imaginar o que estão pensando a seu respeito, criando situações através do uso inadequado e exacerbado do intelecto, o que na maioria das vezes atrapalha oportunidades. Sentir medo não é problema. O problema é se tornar refém, submisso e incompetente para reverter a situação, ou seja, se tornar escravo de emoções e sentimentos, muitas vezes, inexistentes ou que existam apenas nos seus pensamentos, roubando sua paz e tranquilidade. Avalie seus medos, de outro lado não busque ser um super-herói, seja inteligente, se prepare se for necessário, faça o que é preciso ser feito, pense que você não é o único a sentir medo, mas preparado ele será bem menor. Lembre-se de que um homem se torna corajoso quando se dispõe a reconhecer e aceitar os seus medos, olhando para os fatos da vida e compreendendo como naturais.

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